Conversa íntima

Anticoncepção no puerpério

Antes de começar a falar sobre anticoncepção no puerpério, é preciso saber que puerpério é um período de tempo que começa logo após o nascimento e dura 6 semanas. Além da recuperação do parto e das mudanças físicas próprias da gravidez, é no puerpério que acontece o primeiro contato com o bebê através da amamentação, a adaptação da mulher aos hábitos do seu bebê e o amor incondicional.

Comparo a mulher de hoje a um super-herói com poderes de replicação. Ela tem que atender as necessidades do bebê, também cuidar da casa, dar atenção ao marido e, como a renda da família depende do seu trabalho, a mulher de hoje volta a trabalhar tão logo se sinta capaz de fazê-lo. Imaginar-se grávida de novo? Nem pensar!

A amamentação, quando exclusiva e de livre demanda, isto é, o bebê só mama no seio e quando quer, é um método contraceptivo por si só e suficiente nas primeiras 6 semanas após o parto, e um método contraceptivo deve ser oferecido a partir de então. Mas, se a mulher não amamenta ou o bebê necessita, além do leite materno, de leite industrializado, um método contraceptivo deve ser oferecido a partir da 3ª semana depois do parto.

Devem ser oferecidos métodos contraceptivos seguros, eficazes e que, se a mulher amamenta, não interfiram na produção, na quantidade e na qualidade do leite materno.

Esses métodos são (por ordem crescente de eficácia): a camisinha (masculina ou feminina), a minipílula, a pílula de derivado da progesterona, a injeção de derivado da progesterona, o DIU (de cobre ou de levonorgestrel), o implante subdérmico e a laqueadura ou vasectomia.

A indicação do método dependerá da presença de doenças ou situações que o contraindiquem, do ritmo de vida e dos hábitos da mulher.

É na consulta de retorno após o parto que o ginecologista oferecerá um método contraceptivo mais adequado para você.

 

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